Sobre o Rio

O Rio É tudo e muito mais
(por Luiz Caversan, da Folha de S. Paulo)

287ampliRedundante ficar aqui tecendo loas às praias, ao mar, ao ar puro, ao céu azul, ao magnífico espelho da Lagoa Rodrigo de Freitas, ao Cristo lá em cima tomando conta de tudo, ao Pão de Açúcar, imponente e sempre presente, como que para dizer, sim, é aqui mesmo que mora a beleza do Brasil.

Gostaria mesmo é de dizer o quanto é bom passar um feriadão prolongado no Rio. Sabe por quê? É que, por incrível que possa parecer, uma grande parte dos cariocas se mandam da cidade e deixam toda aquela maravilha para quem chega disposto a desfrutar um dos maiores caprichos do Criador em todo o planeta.

Se você vai ao Rio no próximo feriado, ou se lá estará ao menos por um fim de semana, não fique atônito diante de tanta beleza. Programe-se apenas e siga essas dez dicas:

1. Andar na avenida que beira toda a orla no domingo ou no feriado. Do Leblon ao fim de Copacabana, no Leme, é um grande, harmonioso, delicioso ir-e-vir de gente de todo o tipo, que aproveita a ausência de trânsito (os carros são proibidos de circular na beira mar nesses dias), num “footing” que se tornou um dos espaços mais democráticos que já pude ver e desfrutar na vida.

2. Vá à praia, qualquer delas, preferencialmente Ipanema/Leblon, de onde se avista a imponência quase212ampli excitante do morro Dois Irmãos (informe-se sobre as condições da água antes de entrar no mar; se estiver vetada para o banho, não faz mal: tome sol e depois se molhe num dos diversos postos de salvamento existentes ao longo da orla).

3. No sábado, domingo ou feriado, arrume um carro, contrate um táxi (negocie bastante) ou implore a um amigo e vá às Paineiras. Trata-se de uma estradinha linda que contorna a encosta do conjunto Corcovado/Sumaré, de onde se avista toda a zona sul da cidade, inclusive e principalmente a Lagoa e o Jardim Botânico, enquanto você passeia a pé sob a sombra de árvores típicas da mata atlântica (replantada, diga-se). Com sorte, você verá um macaco-prego ou um mico com seu filhote; borboletas e passarinhos há de sobra. O carro fica estacionado próximo à subida do Cristo Redentor enquanto você se deleita e exercita as coronárias. Ah, vá com roupa de banho por baixo das bermudas, porque há pelo menos três bicas ótimas para o banho.

4. Se você for ao Jardim Botânico e só passear pela alameda das palmeiras imperiais e visitar o viveiro de bromélias já terá garantido o bem-estar para a semana seguinte inteira. Mas não fique apenas nisso: ande, fuce, investigue todas as maravilhas de um dos jardins botânicos mais bonitos do mundo, criação de D. João 6º, que só ficou cada vez mais deslumbrante do Império para cá.

5. Vá passear na pista que contorna a Lagoa Rodrigo de Freitas. A volta toda tem 7 km, mas não precisa tanto. Dê uma banda, preferencialmente do lado de Ipanema, 029amplique é de onde se tem a melhor vista da Floresta da Tijuca (onde estão Paineiras, o Cristo, o Jardim Botânico, etc).

6. Se estiver disposto a encarar filas e aglomerações, dê um pulo ao Pão de Açúcar e ao Cristo Redentor. Quando você chega lá em cima acha que valeu a pena o esforço: são dois dos visuais mais excitantes que se pode ter de uma metrópole, pelo menos para quem não acha que só existem Paris e Nova York no mundo.

7. Num dos cantos da praça de onde sai o bondinho do Pão de Açúcar, na Praia Vermelha (Urca), existe uma escola. Ao lado dessa escola começa a pista Cláudio Coutinho. Era onde o pessoal do Exército corria antigamente e que é aberta ao público. Ela fica nada menos que na encosta do Pão de Açúcar, entre a rocha gigantesca e o mar. É deslumbrante e única.

8. O Rio tem a melhor moda praia do país. Ela pode ser encontrada no shopping mais chique da cidade (São Conrado Fashion Mall, em São Conrado) ou nas muitas lojas das muitas galerias que existem em Ipanema e no Leblon. Ande pela rua Visconde de Pirajá na altura do nº 500 e entre nas galerias que encontrar, suba às sobrelojas e surpreenda-se, 134amplinão apenas com biquínis e maiôs: há muita coisa, inclusive arte e artigos para casa, que não se vê facilmente em outras cidades. No Leblon, não deixe de ir ao Rio Design Center, que fica no piso térreo de um imenso apart-hotel redondo e de vidros pretos, onde, durante anos, residiu João Gilberto. As lojas de móveis e objetos – nacionais e importados – são muito boas e há uma feira de antiguidades nos corredores aos domingos.

9. Arrume um amigo carioca e peça para ele levá-lo à Lapa. Lá você encontra desde as “raves” da Fundição Progresso (música tecno para a noite toda) até os sambas do Carioca da Gema, passando por uma infinidade de botecos e ritmos. Num cenário que lembra ora o Brasil colonial, ora a era de Getúlio Vargas, ora a antiga e famosa malandragem carioca. Mas como a malandragem moderna também está presente, nunca vá desacompanhado.

10. Esse pequeno rol de dicas não traz nenhum endereço justamente para você exercitar uma das coisas 256ampli que os cariocas mais gostam de fazer: conversar. Portanto, quando você quiser ir a algum dos lugares relacionados acima, pergunte. No hotel, na rua, na praia, no quiosque de coco fresco, no botequim da esquina, para o transeunte, o balconista da loja. Em geral, o pessoal adora dar informações, às vezes detalhadas até demais. Não confie inteiramente nos taxistas, como em qualquer lugar do mundo, mas tenha certeza de que, se há um lugar em que a velha cordialidade brasileira ainda sobrevive um pouco, esse lugar é o Rio de Janeiro.

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